O futuro do Terceiro Setor está na rede

O futuro do Terceiro Setor está na rede

Não se sabe ao certo a quantidade de organizações do Terceiro Setor no país, quem dirá quantas delas estão conectadas na rede mundial de computadores. É sabido, mais de maneira empírica do que por argumentos factuais, que muitas delas ainda se envolvem com seus stakeholders (público estratégico) de 2 únicas maneiras: através de doação de dinheiro ou doação de tempo, e, com isso, acabam perdendo um potencial enorme que está ali nas redes, esperando ser ativado.

Há diversas formas para as organizações do Terceiro Setor transformarem-se em organizações conectadas: ter o seu próprio site, escrever conteúdo de formação em sites parceiros, organizar um evento online, ativar suas redes sociais, fazer campanhas de crowdfunding (doações através de financiamento coletivo), e muitas outras.

Os novos tempos – ou, sendo mais correta, os tempo atuais – permitem que, através da internet, as pessoas se envolvam com as causas sociais de múltiplas maneiras. Desde o incentivador da organização, que apenas interage com posts (publicações) nas redes sociais, até os que se sensibilizam e tornam-se doadores colaborando com pequenas quantias mensais em plataformas de crowdfunding, várias são as categorias de apoiadores que a vida online permite criar.

Para que o Terceiro Setor faça parte da famigerada World Wide Web, independente do canal utilizado, é preciso estar aberto a uma nova maneira de se comunicar. O processo de comunicação online é pouco ou quase nada diferente do offline: é preciso planejar, executar e analisar. Algumas dicas de etiqueta social vão te ajudar a se aproveitar melhor do que a internet pode oferecer em relação à comunicação tradicional. Mas antes de tudo, e para qualquer processo de comunicação, é preciso olhar para dentro da organização e se perguntar: nós estamos preparados?

“Quando eu digo para as organizações olharem para dentro me refiro a se desafiarem a compreenderem como elas se enxergam e como elas estão de acordo com essa imagem.”

Pense na sua organização como uma pessoa. A sua organização é quem gostaria de ser? As pessoas a enxergam como realmente deveriam? Ela tem propriedade do que diz e para quem? Você é capaz de me convencer a doar para sua organização em apenas 1 minuto de fala? Tem quem faça isso. E isso é dominar a retórica. A arte de argumentar, de utilizar bem as palavras, de ser assertivo. Trago então uma das questões mais importantes para uma boa e inesquecível presença digital: comunicação assertiva.

“Uma das questões mais importantes para uma boa e inesquecível presença digital: comunicação assertiva.”

A assertividade na comunicação vai economizar o seu tempo e dinheiro. Quando você sabe o que comunica, para quem e como fazer, o resultado de suas ações tem muito mais impacto no seu trabalho.

Se você decidir se transformar em uma organização conectada, trabalhe para gerar resultados diretos pela sua causa, e não apenas para ter algumas centenas de curtidores no Facebook. Ter pessoas engajadas com seu projeto é mais importante que ter seguidores.

Para gerar resultados factíveis para sua causa é preciso entender, primeiramente, que ser uma organização conectada não é apenas estar presente na maior rede social existente. As redes sociais são apenas parte de uma estratégia digital de um plano de comunicação e marketing da organização. Elas funcionam como suporte para outros canais de comunicação. Estar conectada significa que você abre canais extras de contato, em que você deixa de ser interlocutor e torna-se ouvinte. São os usuários que têm o poder de fala na rede e não as organizações, marcas ou empresas.

Conectar-se é estar vulnerável. Você abre espaço para críticas positivas e negativas e tem a oportunidade de defender sua causa e receber feedback (avaliação) de suas ações.

Fonte: Nossa Causa/ Amanda Riesemberg

 

 

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