SINIBREF divulga matéria do Bom Dia Brasil que relata dificuldades do Setor Filantrópico

SINIBREF divulga matéria do Bom Dia Brasil que relata dificuldades do Setor Filantrópico

O presidente da CMB – Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hosp. e Entidades Filantrópicas, Edson Rogatti, concedeu entrevista ao jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, sobre as dificuldades que as santas casas e hospitais filantrópicos têm enfrentado. A matéria, que foi ao ar nesta terça-feira (16), trouxe os dados apresentados pela CMB sobre o montante da dívida global dos hospitais filantrópicos, que já ultrapassa R$ 22 bilhões, e o número de hospitais fechados nos últimos dois anos – 218 instituições, além de destacar que a crise atinge todos os hospitais filantrópicos do País, forçando as instituições a reduzir os serviços prestados, para tentar conter o déficit causado pela falta de reajuste dos valores pagos pelo SUS.

O jornal usou como exemplos as Santas Casas de Belo Horizonte (MG), que promoveu um abraço ao hospital nessa segunda-feira (15), contando com o apoio da comunidade, para demonstrar a importância da instituição; de Santo Amaro (SP), que acaba de fechar sua maternidade, dado o alto custo que a ala representa ao hospital; e da Santa Casa de São Paulo, cuja dívida chega a R$ 700 milhões e, para conseguir manter as portas abertas, recorreu a um empréstimo da Caixa Econômica e teve de fazer demissões e reduzir gastos.

O presidente da CMB disse ao Bom Dia Brasil que, além dos valores defasados, há um aumento de demanda no SUS, causada pela crise econômica, que obrigou ex-beneficiários de planos de saúde, que perderam seus empregos, a migrarem para o sistema público.

A matéria também ouviu o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que descartou qualquer reajuste na Tabela SUS por enquanto, mas reconheceu que o SUS é subfinanciado. Ele ressaltou, ainda, a importância da gestão das entidades e a necessidade de buscar maneiras de “fazer mais com menos”.

Ao final da matéria, o âncora do Bom Dia Brasil, Chico Pinheiro, demonstrou indignação e comentou que quem ganha com essa crise dos hospitais filantrópicos são os gestores de saúde privada, mas que essa situação não é dever nem dos hospitais filantrópicos manter a saúde pública com os impostos que são pagos pela população.

Confira a íntegra da matéria: Bom Dia Brasil

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